POV Heitor
O relógio digital na minha mesa piscava discretamente: 18h45. Todos os outros escritórios já estavam mergulhados no silêncio do fim do expediente, mas o meu ainda tinha pilhas de pastas abertas, contratos inacabados e relatórios esperando uma assinatura.
Voltar para a empresa depois de alguns meses parecia surreal. As paredes envidraçadas refletiam uma imagem que eu mesmo estranhava: cabelos aparados, barba controlada, terno alinhado. Eu era a versão que minha mãe sempre quis ver, ma