Capítulo 109 — “Ele não pode ter sumido assim… Ele é meu filho. Ele precisa de mim.”
POV Célia
Naquela manhã, quando os primeiros raios de sol atravessaram as cortinas da mansão Montenegro, eu já estava desperta havia horas.
Sentada no sofá de couro da biblioteca, com um copo de uísque intocado à minha frente, eu olhava fixamente para o celular sobre a mesa. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Nada de Heitor.
Já eram dias de silêncio absoluto.
Ele tinha ido embora de verdade. Sem olhar para trás. Sem deixar rastros.
Minha respiração, calma por fora, escondia o furacão que me con