QUANDO O AMOR CONECTA

QUANDO O AMOR CONECTAPT

Marco Serafim Escreve  En proceso
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Resumen
Índice

Suellen Souza é executiva e a filha única do Presidente do Grupo Souza, um dos maiores do Nordeste brasileiro. Jorge Mascarenhas, seu noivo, é assessor direto de seu pai. Por questões empresariais a executiva precisa assumir a sucursal do grupo em Angola. Lá ela conhece Jason Fields e, a partir desse momento, sua vida muda drasticamente. Nesse romance intercontinental o poder e os valores de Suellen Souza serão colocados à prova, fazendo ela lutar por justiça, como nunca lutou.

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CAPÍTULO 1 - BEST LOOK
Fortaleza é aquele tipo de cidade em que o sol não pede licença para entrar. A capital está sempre ardente. Suas praias enfeitam o cotidiano dos moradores e a sombra das palmeiras abriga vendedores de quitutes e outras delícias. O mar, sempre acolhedor, refresca os banhistas e recebe as barcas dos pescadores, que vem e vão em busca do alimento. Mas a capital formosa não ferve somente na orla das praias, com os pescadores e banhistas. Ela também pulsa vibrante no meio dos papéis e computadores do centro financeiro e empresarial. As avenidas modernas, ladeadas de prédios vultuosos e pessoas bem vestidas fazem esquecer que, há alguns quarteirões dali, a vida traja calção de banho e passa o dia inteiro a vadiar. Os empreendimentos e os impérios tem pressa e fome de poder. As finanças são sua chave e os clãs das famílias rivais, que se estabeleceram ali dur
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CAPÍTULO 2 - OS RUSSOS
O elevador da presidência se abre. Senhor Souza caminha rodeado de assessores rumo à sala de reuniões. O diálogo com Jorge começa: — Onde está Suellen? Quero que ela seja mais participativa nestas reuniões. Jorge Mascarenhas tranquiliza senhor Souza, enquanto observa alguns relatórios: —  Suellen tinha compromissos inadiáveis, mas estou ciente de qualquer informação que for necessária. Nós vibramos com muita sinergia. Senhor Souza retruca: — Nossa sinergia precisa vibrar é com os russos. Os cossacos estão irredutíveis. As coisas estão ficando confusas em Angola. Naquela manhã no Centro Empresarial o destino dos projetos da sucursal do grupo Souza em Angola serão definidos. O satélite AngolaSat1 feito
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CAPÍTULO 3 – DECISÃO TOMADA
Suelen Souza está surtada. No Pub de Elite, ela desabafa com Edilene Fortuna. — Amiga, você não pode acreditar no que estou passando. — Eu imagino. África? Valha-me Deus. — Meu pai que mande o Jorge naquele fim de mundo. Sou muito nova para ser engolida por um tigre. — Minha nossa Suellen, o que vai ser dessa cidade com você do outro lado do oceano? Eu não tenho medo do seu pai. Vou subir a #ficaSuellen agora, no Instagram. — Obrigada, amiga, você me apoia sempre que preciso. Rose vê Suellen no bar, sai da pista de dança e chega assustada. — Amiga, que babado é esse que você vai embora prá África? Nossa, você terá que levar um contâiner de creme rinse, porque aquele semi-árido vai jud
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CAPÍTULO 4 - HASTAG
Suellen prepara as malas. Está triste por ter que deixar a cidade. Ela olha pela janela do quarto de sua cobertura e admira as luzes da cidade de Fortaleza. Uma melancolia profunda lhe traz recordações e uma angústia doída aperta seu peito. Ela sabe que não pode permitir que sua vida social comprometa os interesses da empresa. Mas também sabe que será difícil suportar a ausência de suas amigas e da badalação. Suellen liga o Tablet e a imagem de Edilene aparece: — Olá amigas lindas e maravilhosas. Eu sou Edilene Fortuna e se você está assistindo esta live é porque faz parte do Canal “VIP Lindas e Maravilhosas”. Aquelas que tudo podem no canal mais quente de Fortaleza.Suellen suspira e solta um sorriso triste, por não estar na balada. Mesmo não tendo partido, se sente consumida pela saudade. Com um olhar de desânimo el
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CAPÍTULO 5 - EMBARQUE
A limusine preta da presidência do Grupo Souza entra pelo estacionamento VIP da ala internacional do aeroporto de Fortaleza. O motorista circula o veículo e abre a porta traseira. Suellen Souza desce imponente, remexe os cabelos, se alinha no modelito Jean Verseni, e segue rumo ao saguão do aeroporto. Logo atrás o carregador se esforça para conduzir as malas empilhadas no carrinho de carga. Ao celular ela conversa com Rose:S: Sim amiga, sentirei muitas saudades. Não me espere para o Natal nem o revellion. Acredito que ficarei até depois do final do ano naquele lugar, sem conseguir retornar.R: Querida, torço por você e aguardamos ansiosas sua volta. Mande sempre notícias. Não esqueça as recomendações que lhe dei. O semi-árido resseca demais o cabelo.S: Tudo bem amiga, obrigado pelas dicas que você me deu. Preciso desligar, vou enco
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CAPÍTULO 6 - TURBULÊNCIA
Suellen está incomodada durante o voo. O garoto sentado ao seu lado fica insistentemente cutucando seu braço. Irritada, ela olha para a mãe do menino, fazendo uma expressão de que aquilo está incomodando. A senhora com vestes muçulmanas olha para a criança e sorri para Suellen, fazendo uma expressão de admiração. Suellen responde com um sorriso ameno e pensa consigo, ironicamente: “As crianças são lindas”. Suellen tenta olhar com paciência para o garoto, mas ela sabe que seu forte não é a simpatia por crianças. É filha única. Nunca teve primos ou sobrinhos, e não planeja ter filhos tão cedo.O celular de Suellen vibra. Ela recebe uma mensagem de Morrison.M: Bom dia, Senhora Suellen Souza. Aqui é o Morrison. Eu terei a honra em buscá-la no Aeroporto de M’banza Kongo. Já está tudo em orde
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CAPÍTULO 7 - JASON FIELDS
O calor escaldante faz a testa de Jason suar. Ele se abriga à sombra de uma Mulembra e admira tranquilo a paisagem. A comunidade está chegando no pátio da ONG AME -AngolaMaisEsperança, onde Mutaba Quituno é o presidente. Ele arruma o microfone, ajeita mais algumas cadeiras e pede para as crianças pararem de correr e se sentar. Ele acena a Jason:— Está tudo bem aí, senhor Jason? Começaremos em um instante.Jason acena sinalizando que está tudo em ordem.As pessoas idosas e os adultos humildemente trajados começam a se sentar sob a tenda armada no páteo da ONG. Mutaba liga o microfone, que emite um som estridente.— Alô, alô. Amigos, hoje temos a honra de receber o senhor Jason Fields, que é diretor de tecnologia de uma grande empresa em Luanda, nossa capital. E se alguém de vocês ainda não sabe, o senhor Jason é o n
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CAPÍTULO 8 - SOL, TERRA E JIPE
“Cerca de 95% dos angolanos são africanos bantu, pertencentes a uma diversidade de etnias. Entre estas, a mais importante é a dos ovimbundu, que representam mais de um terço da população, seguidos dos ambundu, com cerca de um quarto, e os bakongo com mais de 10%”...Suellen está há algum tempo sentada no saguão do aeroporto em M’Banza-Kongo. Ela lê alguns panfletos turísticos sobre Angola, enquanto aguarda o carregador trazer suas malas.O carregador retorna, devolve o comprovante das malas e fica olhando para Suellen.Suellen não entende e pergunta:— Onde estão as minhas malas?O carregador responde, com um sotaque português diferente, mas compreensível:— Suas malas não estão no desembarque, senhora.Suellen joga os folhetos turísticos de volta na mesinha, pega os comprovantes e caminha
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CAPÍTULO 9 - M'BANZA-KONGO
O aeroporto de M’Banza-Kongo vai ficando para trás. Suellen se distrai olhando as largas avenidas da cidade. Os carros trafegam para todos os lados de forma desordenada, assim como as pessoas. Há muitos comércios ambulantes pelas calçadas. Em um terreno grande muitos garotos jogam futebol e as pessoas trajam roupas muito diferentes do que Suellen costuma ver e usar nos shoppings centers e nas rodas sociais de Fortaleza. Enquanto Suellen admira a paisagem, Jason repara na bela mulher em que sua nova chefe se traduz. Suellen se sente observada e retoma atenção ao trajeto. Jason aponta para uma antiga construção, que lembra um velho templo.— A senhora está vendo aquela construção?Suellen ajeita os óculos escuros e observa:— O que era aquilo?Jason diminui a velocidade do Jipe e começa a explicar para Suellen o que aquele local representa. Ele vai m
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CAPÍTULO 10 - N'ZETO
O solavanco do Jipe faz Suellen acordar. Ela tenta se encontrar e lembrar onde está. Olha em volta, ainda vê a mesma paisagem que, ao cair da tarde, faz com que o amarelo da savana ferva em vermelho, como se o fogo estivesse consumindo o horizonte. Ela admira aquele retrato e pergunta:— Onde estamos, Jason? Estamos chegando em Luanda?— Você dormiu bastante. Estamos chegando em N’Zeto, metade do caminho. Daqui a pouco vai anoitecer. Acho melhor pararmos em um hotel, para você tomar um bom banho e descansar. Amanhã cedo vou fazer algumas entregas e finalmente partimos a Luanda.— Estou tão cansada que não tenho como discordar de você.— Sim, você precisa descansar para finalmente chegar em Angola.Suellen se curva e olha Jason, tentando compreender:— O que você quer dizer com finalmente chegar em Angola?Jason sorri:— Voc
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