Vários criados da família Azevedo saíram da mansão, um após o outro, tentando convencer Augusto a ir embora.Ele, porém, permaneceu ajoelhado diante dos portões, sem dizer uma palavra, sem dar o menor sinal de que pretendia sair dali.Pouco depois do meio-dia, desabou uma chuva torrencial.A água atingia suas feridas abertas, misturando-se ao sangue que escorria por suas roupas e formando pequenos filetes avermelhados pelo chão.As horas passaram.Augusto não se moveu.Até que os portões da mansão se abriram mais uma vez.Beatriz apareceu com um guarda-chuva e parou diante dele.— Augusto, a Lena nunca mais vai querer ver você!Sua voz não vacilou.— Ela morreu.Augusto ficou imóvel.O pouco de cor que ainda restava em seu rosto desapareceu.— Beatriz, eu sei que você me odeia, mas não brinque com uma coisa dessas.Ele ergueu a cabeça, desesperado.— A Lena estava bem! Como pode ter morrido? Por favor, eu te imploro, me deixa vê-la. Só uma vez, está bem?Sua voz começou a falhar.— Eu
Ler mais