Teresa d'ÁvilaO movimento do navio finalmente parou, mas o medo dentro de mim continuava.Quando tiraram a venda dos meus olhos, o cheiro forte invadiu-me de imediato. Era um odor de mofo, suor, urina e gasóleo queimado. Olhei em volta e percebi que não estava numa esquadra de polícia. Não havia policiais, nem fuzileiros, nem agentes do governo americano para me ajudar. Eu estava num subsolo húmido, feito de betão bruto, e não fazia ideia de onde estava no mundo. O meu vestido de noiva, que em Miami era branco e elegante, estava agora sujo e rasgado no ombro. Estava manchado de terra e o calor do lugar fazia o cabelo colar na minha testa. — Anda, mexe-te! — gritou um homem, empurrando-me para andar.O corredor era horrível. Estava cheio de celas com grades de ferro. Dentro delas havia dezenas de mulheres e raparigas jovens, deitadas no chão de cimento sujo. Algumas choravam baixinho, outras tinham um olhar vazio, como se já tivessem perdido toda a esperança. Através das grades, as m
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