O sol se punha em Coral Gables, tingindo a mansão dos d’Ávila com um dourado que não trazia consolo.Do lado de fora dos portões, uma multidão silenciosa se formava. Vizinhos, amigos de infância de Teresa, rostos conhecidos do bairro. O gramado estava coberto por centenas de velas. Chamas pequenas tremiam nas mãos das pessoas, formando um rio de luz na escuridão. O ar vibrava com murmúrios de orações e cânticos. Coral Gables inteiro chorava pela noiva desaparecida. Dentro da casa, o silêncio era pior que o barulho.Dona Maria d’Ávila estava no sofá, pálida, com um curativo na cabeça. As mãos tremiam enquanto apertava uma foto de Teresa contra o peito. Ao lado dela, Arthur d’Ávila tentava sustentar a postura de pai forte, mas os olhos vermelhos entregavam o desespero.Gabi e Olívia, as irmãs de Arthur, circulavam oferecendo água e palavras vazias, tentando costurar os pedaços daquela família.No canto, Eleanor Mercer chorava baixo, o terço escorregando entre os dedos. Duas mães, a mes
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