O som de madeira estalando sob pressão ecoou pelo quarto como um tiro seco. Dei mais dois passos para trás, sentindo a parede de pedra fria pressionar a minha coluna, enquanto meus olhos fixavam-se na tranca da porta que começava a ceder sob uma força descomunal do outro lado. Quem quer que estivesse ali fora não estava batendo para pedir licença. Era um ataque direto, bruto e calculado. A túnica larga que eu vestia parecia leve demais para me proteger de qualquer coisa, e o pânico, por uma fração de segundo, ameaçou paralisar minhas pernas. Mas a raiva, aquela brasa fria que havia nascido no momento em que Caleb riu da minha cara no altar, acendeu-se de novo, cortando o medo pela raiz. Eu não tinha o meu colar, não tinha minha antiga matilha e não tinha uma arma, mas eu não ia ficar acuada esperando ser apanhada como um animal encurralado. Aproximei-me da mesceta de cabeceira, procurando algo pesado, qualquer objeto que pudesse servir de defesa, quando a madeira da porta es
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