Nara— Cassian!O nome saiu dela rasgado, alto, desesperado demais para uma mulher que pretendia continuar fingindo indiferença.Cassian caiu de joelhos na neve úmida, uma mão cravada na terra, a outra segurando a flecha presa ao ombro. A prata ritual pulsava contra o couro negro da armadura, espalhando linhas claras sob o tecido, como raízes de luz tentando entrar na carne.Nara avançou.Tarin puxou outra flecha.— Parada.Ela parou.Não porque obedecia.Porque a segunda flecha estava apontada para a garganta de Cassian.E, de repente, todos os insultos do mundo ficaram pequenos demais para alcançar o medo.Cassian ergueu o rosto.— Corre.A voz dele saiu baixa, rouca, quebrada pela dor.Nara riu.Não porque achou graça.Porque, se não risse, talvez chorasse.— Você está literalmente ajoelhado com prata no ombro e ainda acha que manda em mim?— Nara.— Não fala meu nome como despedida, seu idiota.Ela levou a mão ao peito, onde escondia o tecido de Selene.Tarin viu o movimento e sor
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