SeleneA clareira inteira se ajoelhou.Cinzento primeiro.Sombrio depois.Então os outros lobos, um por um, dobraram as patas dianteiras na terra úmida, as cabeças baixas, as respirações lentas, como se a floresta tivesse entendido algo que eu ainda tentava alcançar dentro do próprio sangue.Eu permaneci no centro do círculo apagado, com as mãos manchadas de prata e os olhos enxergando o mundo como nunca antes.Cada folha tinha borda luminosa.Cada respiração deixava rastro.Cada ser vivo carregava uma chama de instinto. Cinzento era lealdade selvagem, quente e cinza como brasa sob cinza. Sombrio era dor antiga, negra e amarela, mas não mais quebrada. Ezra brilhava dourado escuro, antigo, controlado, uma lâmina escondida dentro de um homem.Levei a mão ao rosto.— O que aconteceu comigo?Ezra entrou no círculo apagado.Pela primeira vez, havia espanto aberto em seus olhos.— Seus olhos.— O que têm?— Prata.Toquei a pele abaixo deles, como se pudesse sentir a luz.Não senti.Mas sent
Leer más