SeleneA frase de Ezra abriu um buraco frio dentro de mim.O sonho de Darius não terminou quando você acordou.Por um momento, só ouvi a floresta.As brasas morrendo.O respirar lento dos lobos.O bater acelerado do meu próprio coração.Cinzento se aproximou até encostar o focinho em minha coxa. O gesto, vindo de uma fera que horas antes teria rasgado minha garganta, deveria assustar. Em vez disso, me ancorou. Toquei sua cabeça sem pensar, e ele permaneceu ali, quente, áspero, vivo.— O que isso significa? — perguntei.Ezra não respondeu de imediato. Caminhou até a parte mais aberta da clareira, onde a grama havia sido pisoteada pelo treino anterior e pela batalha contra os caçadores do Conselho. Três flechas de prata estavam fincadas em um tronco, ainda vibrando levemente com veneno ritual.— Venha.— Ezra.Ele parou sem se virar.— Venha, Selene.O comando não era Alfa.Não forçava minha loba.Apenas irritava.Fui.Os lobos se ergueram em silêncio, um após o outro. Cinzento veio pri
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