A paz que Eliz construiu com tanto esforço em Kaled foi estraçalhada em uma manhã de névoa densa. A jovem caminhava pelo mercado periférico, carregando uma cesta com suprimentos para a estalagem. De repente, o ar ficou denso, impregnado com um cheiro que ela reconheceria até se estivesse cega: pinho, gelo e sangue. O cheiro dos guerreiros do Norte. Eliz tentou recuar para uma viela, mas foi cercada por quatro lobos de elite da guarda pessoal do Supremo. Cassandra, sua única amiga no exílio, percebeu o perigo e avançou contra o rastreador mais próximo para dar tempo de a jovem fugir. Mas a força deles era esmagadora. Eliz ouviu o estalo brutal de um soco e viu Cassandra cair desacordada no chão de terra. Antes que pudesse invocar a sua loba para lutar, dois braços como barras de ferro a prenderam por trás. Um pano embebido em clorofórmio foi pressionado contra o seu rosto. Ela lutou, mordendo e arranhando, mas a toxina agiu rápido. A visão de Eliz borrou e o mundo desmoronou em tre
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