Enquanto o Sul testemunhava o batismo de fogo e a ascensão imperial de Eliz, o Palácio de Cristal, no Norte, mergulhava em uma purga que a alcateia jamais esqueceria.Sloan não era mais o Alfa Supremo que governava com a arrogância cega do passado. A culpa o havia transformado. Ele mal dormia e comia e seus olhos azuis, antes congelantes, agora carregavam a profundidade sombria de um homem que sabia ter destruído a própria alma.No grande salão do trono — o mesmo mármore onde ele havia rejeitado Eliz diante de centenas de lobos —, o Conselho de Anciãos estava reunido às pressas. Os velhos líderes sussurravam entre si, apavorados com os relatórios das fronteiras que indicavam que o Sul havia despertado sob o comando de uma Alfa imperial. As pesadas portas de carvalho se abriram e Sloan entrou. Ele não usava mantos de luxo ou joias da realeza; vestia apenas sua armadura de combate preta, gasta e arranhada. Sua aura de Alfa Supremo expandiu-se pelo salão de forma tão sufo
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