Passei a ponta do polegar sobre a pele fria, tentando lhe transmitir um pouco do meu calor.— Se recupere, meu amor… — sussurrei, com a garganta ardendo. — Estou aqui fora, esperando você.Algumas lágrimas escaparam, silenciosas, sem que eu tentasse contê-las.Ali, diante dela, não existiam protocolos ou racionalidade — apenas uma mãe implorando silenciosamente pela vida da filha.Ao deixar a UTI, respirei fundo antes de seguir até a recepção, onde os dois homens me aguardavam — aquele que ainda era o marido dela no papel e o atual namorado.Os olhares ansiosos recaíram sobre mim no mesmo instante. Mantive a postura firme, embora o peso da notícia apertasse meu peito.Informei, com a voz controlada, que o estado continuava gravíssimo, mas que ela estava recebendo todo o suporte necessário. Era pouco — eu sabia —, mas, naquele momento, era tudo o que eu podia oferecer.— Se me permite perguntar, Sra. Helena… onde a senhora está ficando? Não sabia que havia vindo a Milão — questionou Ju
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