A tensão entre nós era palpável, um campo magnético do qual eu queria fugir e, ao mesmo tempo, não conseguia.Confusa, apertei o MacBook contra o colo, como se aquilo pudesse me devolver algum tipo de racionalidade. Precisava me agarrar a algo concreto, qualquer coisa que não me deixasse ceder àquela sensação indevida.Eu era uma mãe desesperada.Aquilo não deveria estar acontecendo.Respirei fundo.— Eu… acho que preciso descansar um pouco — murmurei, sem coragem de sustentar o olhar dele.Julian não respondeu de imediato.Quando me levantei para sair, sua mão segurou a minha — não com força, mas com cuidado quase instintivo, como se fosse apenas para me amparar.Ergui os olhos para ele e, por um instante, tudo ao redor perdeu a importância.Ele, então, assentiu levemente e recolheu a mão como se o gesto tivesse sido um excesso que não deveria ter acontecido.— Claro. Vá descansar. Eu estarei aqui caso precise de alguma coisa.Assenti sem dizer mais nada e me dirigi ao quarto de hósp
Ler mais