RichardEu olhava para a Karina com uma mistura de choque e pura humilhação. Em cinco segundos — cinco malditos segundos —, ela tinha conseguido o que eu não consegui em mais de uma hora de desespero puro. Sophie estava ali, quieta, respirando de um jeito calmo contra o peito dela, como se a Karina fosse o porto seguro que eu claramente não sabia ser.Passei a mão pelo rosto, sentindo o suor frio secar na minha pele. Eu precisava resetar o meu cérebro, ou ia acabar tendo um teto preto ali mesmo.— Eu... eu vou tomar um banho e já volto — falei, a voz ainda meio trêmula, tentando recuperar um fiapo da minha dignidade. Olhei para ela, me sentindo totalmente dependente. — Você precisa que eu faça algo?— Não — ela respondeu de pronto, sem desviar os olhos da bebê, mantendo aquele maldito tom calmo que estava me dando inveja. — Onde ela vai dormir?Eu olhei sério para ela, tentando processar a pergunta como se fosse um enigma de alta complexidade.— Ela não tem cama — respondi, apont
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