O silêncio pesou sobre a sala do antigo arquivo, ninguém desviava os olhos de Marcelo, a única coisa que se ouvia era o gotejar constante da água que escorria pelo teto do sanatório.— Convença-me a não apertar o gatilho. — disse Henrique, com a arma ainda apontada.Marcelo sustentou seu olhar, não havia desafio, apenas cansaço.— Porque, se eu morrer agora, vocês nunca vão encontrar o verdadeiro líder.— Então fale. — Gustavo deu um passo à frente.— Não aqui. — Marcelo balançou a cabeça — Há microfones espalhados por este prédio, eles sabiam que vocês viriam.— Como você sabe? — Maytê franziu a testa.Marcelo soltou um riso amargo.— Porque fui eu quem ajudou a instalar alguns deles.O grupo trocou olhares, era difícil confiar, mas também era impossível ignorar a informação. Henrique respirou fundo e abaixou lentamente a arma.— Você tem cinco minutos e depois disso, qualquer movimento estranho, eu atiro.Marcelo apenas assentiu.Eles deixaram o sanatório pelos fundos, caminharam at
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