O cheiro de sêmen, uísque caro e perfume feminino importado costumam ser o meu ponto de partida a cada novo amanhecer, e hoje não está sendo diferente. Abro os olhos devagar, sentindo o peso suave de um braço feminino cruzado sobre o meu peito nu. Cabelos loiros, longos e bagunçados cobrem parte do lençol de seda preta. Corpo escultural, perfeitamente moldado ao meu. Se bem me lembro, o nome dela é Chiara. Ou talvez Elena. Sinceramente, detalhes nominais nunca são o meu forte às seis da manhã. Mas uma coisa é certa: todas elas se lembram de mim.Sorrio sozinho, estico os braços e aprecio o teto alto do meu loft no centro de Palermo. Um lugarzinho singelo que mantenho para as minhas atividades preferidas: pegar mulher. Às vezes, várias ao mesmo tempo. Uma coisinha maravilhosa que aprendi cedo e nunca mais larguei.Aos vinte e cinco anos, tenho a assinatura exata do homem que venceu na loteria genética e social. Sou um Rossi. Mais especificamente, o filho do meio de uma das dinastias da
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