Preciso que fique até mais tarde hoje.Bruno disse com aquela voz arrogante de sempre, assim que cheguei.Apenas para se familiarizar com o movimento.Ele malditamente voltou a abrir aquela boca para falar, e não foi a última vez. Aquele cara gosta de ouvir a própria voz.E eu, como a precisa funcionária que sou, apenas concordei de boca fechada, temendo que, se falasse algo, não sairia nada de bom.Sou uma pessoa levada facilmente ao limite; apenas minha mãe e Val, minha melhor amiga, são capazes de me aguentar nesses momentos.Entro no banheiro para funcionários e tranco a porta, sabendo que, se eu não ligar para minha mãe, ela certamente usaria chantagem emocional e diria para eu voltar para casa.Resolvo ligar para Val.O celular toca quatro vezes até ela atender.— Não acredito que já está com saudade! — Val praticamente grita ao atender.— Eu sempre estou com saudade de você, Val. — sorrio. — Como estão as coisas por aí, bonita?Ela solta um suspiro forte.— Daquele jeito, Cat.
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