SYLAS VERITAMeus olhos ardiam depois de ficar em claro por praticamente duas noites seguidas, e por um segundo, eu me permiti adormecer. Foi só um segundo, eu tenho quase certeza disso, quase, porque quando voltei a abrir meus olhos, a cama onde Lucien deveria estar dormindo, estava vazia.— Puta merda… a mamãe vai me matar — resmunguei jogando a almofada que estava abraçado, no chão.Eu tinha ficado responsável por cuidar do fodido, e agora, eu tinha deixado ele sair por aí, andando sozinho em um palácio gigantesco onde ele podia facilmente cair como uma donzela indefesa e ser atacado por qualquer maníaco. Me levantei o mais rápido que pude e endireitando o robe que eu vestia, comecei a procurar. Biblioteca, sala de música, o ateliê do quarto marido, o templo escondido que o pai de Lucien tinha criado como refúgio para ele, mas não, ele não ia facilitar. Não estava em nenhum lugar. Então, eu desci, sabendo que era sempre a pior opção. O jardim.O lugar frio. Cheio de olhos por todos
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