AuroraO som não era apenas uma batida. Era um estrondo violento que fez a estrutura inteira da minha pequena casa tremer.Eu acordei num pulo, o coração batendo tão rápido que parecia querer rasgar o meu peito e pular para fora. Abri os olhos no escuro do meu quarto, sentindo o suor frio escorrer pela minha nuca.— Abre essa porta, Aurora! Sabemos que você está aí dentro! — uma voz grossa e assustadora gritou do lado de fora. Em seguida, ouvi outro chute violento contra a madeira velha da porta da frente.Agiotas.O pânico me paralisou por um segundo. Minhas pernas não queriam se mover, minha respiração travou na garganta. Mais pancadas. A porta da frente estava prestes a ceder. Eles iam entrar. Eles iam me pegar.Pulei da cama em desespero, quase tropeçando nos meus próprios pés. Eu não tinha para onde correr. A casa era minúscula. A porta dos fundos estava trancada, mas se eu corresse até lá, eles me veriam pela janela. Só me restava uma opção. Uma opção nojenta e assustadora, mas
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