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A minha calcinha já estava ficando completamente molhada

Aurora

Saí daquela banheira gigante com a pele levemente avermelhada pelo calor da água e o coração batendo num ritmo descompassado. Enxuguei-me devagar naquelas toalhas que pareciam feitas de nuvem e caminhei até o closet, onde a montanha de caixas francesas me esperava. Já que eu tinha que enfrentar o meu destino, que fosse do meu jeito. Abri uma das gavetas e escolhi a lingerie mais provocante que encontrei: um conjunto de renda preta, com detalhes transparentes que valorizavam cada curva do meu corpo, e uma calcinha de tiras finas bem sexy.

Olhei no espelho do salão de beleza privativo e comecei a me maquiar. Caprichei nos olhos, passei um batom que realçava meus lábios e borrifei um perfume importado de baunilha e especiarias no pescoço, entre os seios e atrás dos joelhos. Durante todo o processo, continuei virando taças de champanhe, uma atrás da outra. Eu pensava que, se ficasse um pouco bêbada ou tonta de álcool, talvez a minha mente relaxasse e eu pudesse ficar excitada mais rápido com aquele homem misterioso. Eu precisava de qualquer anestesia emocional.

Vesti um roupão de seda escura por cima da lingerie, amarrando o cordão na cintura com as mãos levemente trêmulas. Mal dei o último nó, ouvi duas batidas suaves na porta principal. Era Marta, a governanta.

— Senhora Alves? — a voz dela soou do outro lado. Abri a porta e ela me olhou com uma expressão acolhedora. — O senhor Rodolfo pediu para que a senhora vá esperá-lo no quarto dele. Por favor, me acompanhe.

O champanhe na minha cabeça me deu uma coragem que eu não tinha. Assenti e caminhei ao lado dela pelo corredor silencioso até a ala mais isolada da mansão. Marta abriu uma porta dupla de madeira escura e se retirou.

Eu entrei. O ambiente era imenso, mas estava completamente escuro, mal iluminado por uma fresta mínima de luz que vinha da janela pesada com cortinas blecaute. Quase não dava para ver nada, apenas os contornos dos móveis luxuosos. Com cuidado, caminhei até a cama king-size que dominava o centro do quarto e me sentei bem na beirada, apertando o tecido do meu roupão, esperando o "monstro" aparecer.

Do absoluto nada, uma voz cortou o silêncio do quarto.

— Boa noite, Aurora.

Eu dei um sobressalto. A voz era grossa, rouca, profunda e, de um jeito que eu não soube explicar, me atraiu instantaneamente. Era uma voz que vibrava no ar e causava um arrepio elétrico direto no meu baixo ventre. Quando virei o rosto rapidamente na direção do som, meus olhos forçaram a vista na penumbra.

Havia um homem ali. Ele era incrivelmente alto, de ombros largos, vestindo uma calça escura e uma camisa de botões entreaberta. O rosto estava coberto por uma máscara escura que ocultava suas feições, mas eu fiquei completamente pasma, travada no lugar. Ele não parecia o Shrek. Muito pelo contrário. Na pouca luz daquele quarto, eu consegui ver um corpo forte, atlético, perfeitamente definido e musculoso. Aquela visão me pegou tão de surpresa que o meu cérebro, nublado pelo champanhe, disparou um pensamento ridículo e defensivo: "Tá, ele é gostoso, mas com certeza deve ter o pau pequeno. Ninguém tem tanta sorte assim."

— Boa noite, senhor Rodolfo… — respondi, tentando manter a voz firme.

Eu vi o contorno da boca dele se mover na penumbra, desenhando um sorriso contido e misterioso.

— Não me chame de senhor, por favor — ele disse, dando passos lentos e silenciosos na minha direção. — Sou seu marido agora.

— Eu… eu não sei bem como me referir ao senhor… a você — confessei, sentindo o ar faltar conforme ele diminuía a distância entre nós. A presença dele era magnética, esmagadora.

— Eu sou apenas um pouco mais velho que você, Aurora. Pode me chamar de Rodolfo — ele explicou, parando a milímetros de onde eu estava sentada. O calor que emanava do corpo dele era absurdo. — E, quando se sentir mais à vontade com o tempo… pode me chamar de amor.

Eu soltei um sorriso involuntário, uma mistura de nervoso com uma súbita onda de desejo que começou a subir pelas minhas coxas. Rodolfo se inclinou devagar na minha direção, o perfume dele misturando-se ao meu no ar, criando uma atmosfera sufocante de pura tensão sexual.

— Posso te beijar? — ele sussurrou, a voz rouca roçando a minha orelha.

— Sim… — eu expirei, incapaz de dizer qualquer outra coisa.

No segundo seguinte, os lábios dele tocaram os meus e eu senti uma conexão profunda, violenta e avassaladora logo de cara. Não era o beijo de um homem inseguro ou deformado. O beijo dele era ardente, faminto, cheio de uma pegada firme que me fez segurar nos ombros largos dele para não cair para trás. O meu coração acelerou tão rápido que parecia uma bateria dentro do meu peito. Enquanto uma de suas mãos subia pela minha nuca, a outra deslizou pela minha cintura e puxou o laço do meu roupão, abrindo o tecido de seda e me deixando exposta apenas com a lingerie preta. Senti a minha calcinha molhar instantaneamente com a intensidade daquele toque.

Rodolfo desceu as mãos grandes e quentes até a minha bunda, apertando as minhas nádegas com força e me puxando para ainda mais perto dele, colando o meu corpo ao dele. Foi aí que eu senti o volume rígido e imenso da ereção dele pressionando contra a minha coxa. Meus olhos se arregalaram no escuro e meu pensamento anterior evaporou: "Nossa… não é pequeno de jeito nenhum. Talvez ele seja muito ruim de cama, só pode ser isso."

Antes que eu pudesse continuar teorizando, ele me pegou no colo com uma facilidade assustadora, levantando meu corpo do chão como se eu não pesasse nada, e me jogou com cuidado na cama macia. Eu afundei nos lençóis, olhando para a silhueta dele se posicionando por cima de mim. "Será mesmo que ele é ruim de cama?", pensei, sentindo minha respiração completamente sôfrega.

Rodolfo apoiou o peso do corpo nos braços, um de cada lado da minha cabeça, e olhou para mim através dos olhos ocultos pela máscara.

— Aurora — ele disse, num tom incrivelmente terno e protetor. — Se acontecer qualquer coisa que você não goste, ou se você se sentir desconfortável, você me avisa na mesma hora que eu paro. Tudo bem?

Eu engoli em seco, tocada por aquele cuidado que eu nunca imaginei receber de um homem naquela situação.

— Ok… tudo bem — respondi num fio de voz.

Então, ele se moveu por cima de mim e voltou a me beijar com uma fome que me deixou zonza. Com movimentos rápidos, ele tirou a própria camisa e a jogou em algum lugar do chão. Minhas mãos espalmadas subiram pelo peito dele, arranhando os músculos rígidos do seu abdômen. No meio do caminho, meus dedos sentiram o relevo de uma cicatriz longa na pele dele, mas a verdade é que eu não liguei a mínima para aquilo. Rodolfo era tão forte, tão delicioso, tão incrivelmente quente que eu estava completamente hipnotizada pelos seus beijos e pelo calor do seu corpo.

A minha calcinha já estava ficando completamente molhada, encharcada pelo desejo puro que aquele homem estava despertando em mim sem esforço nenhum. Rodolfo desceu os beijos ardentes pelo meu pescoço, me fazendo arquear as costas na cama e soltar um suspiro baixo. Suas mãos subiram para os meus seios, apalpando-os por cima da renda preta com firmeza, testando o peso deles. Em seguida, com uma habilidade impressionante, ele abriu o fecho do meu sutiã e retirou a peça, expondo a minha pele ao ar fresco do quarto.

Mas o frio sumiu no milissegundo em que a boca dele encontrou o meu mamilo esquerdo. Rodolfo começou a chupar meus seios de um jeito que me fez dar um puxão nos lençóis. Ele não tinha pressa. Ele usava a língua para acariciar a ponta dos meus seios, lambia devagar e depois chupava com uma intensidade que fazia uma corrente elétrica disparar direto para o meio das minhas pernas. Ele fez isso de forma tão lenta, deliciosa e por tanto tempo, alternando entre um seio e outro com mordidas leves e carícias de tirar o fôlego, que a minha sanidade simplesmente desapareceu no escuro daquele quarto.

Minha cabeça deitava de um lado para o outro no travesseiro e os primeiros gemidos manhosos e arrastados começaram a escapar da minha boca, ecoando pelo quarto escuro do meu marido misterioso.

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