Mundo ficciónIniciar sesiónAurora
Os dois dedos dele se moviam dentro de mim com uma rapidez implacável, enquanto a boca dele voltou a sugar o meu clitóris com uma força que me arrancou do chão. Eu não aguentei. Meu corpo inteiro esticou, meus músculos contraíram e uma onda de choque elétrico explodiu lá dentro, me fazendo soltar um grito agudo que foi abafado pelo travesseiro. Eu cheguei ao orgasmo de um jeito tão violento que minha vista ficou completamente escura por alguns segundos. Minha respiração parecia o motor de um carro velho, sôfrega e desregulada, enquanto o meu corpo relaxava aos poucos no colchão, trêmulo e completamente coberto de suor.
Ainda recuperando o fôlego, ouvi o som de um zíper se abrindo e o tecido de uma calça sendo jogado no chão. Rodolfo estava se livrando do resto das roupas dele. Na penumbra, a silhueta dele parecia ainda maior, um gigante musculoso se posicionando entre as minhas pernas que ainda estavam abertas e bambas.
Ele se inclinou para frente, apoiando as mãos ao lado da minha cabeça, e a voz dele veio mais rouca e baixa do que nunca.
— Yuri me entregou os seus exames médicos hoje à tarde. Você colocou o DIU, como estava escrito nas cláusulas do contrato?
— Sim… — respondi, com a voz falhando, tentando puxar o ar para os pulmões. — Coloquei sim. Estava no contrato, eu cumpri.
— Ótimo — ele sussurrou, e eu juro que senti um tom de arrogância viril na voz dele. — Porque eu odeio preservativos. Eles são sempre muito pequenos para mim.
Eu soltei uma risada anêmica no escuro, achando sinceramente que ele estava brincando, fazendo alguma piada boba de homem para inflar o próprio ego antes do ato final. Que cara convencido, pensei.
Mas a minha linha de pensamento morreu no milissegundo em que ele segurou os meus quadris com aquelas mãos enormes e brutas, me puxando para a ponta da cama, e pressionou a cabeça do seu membro contra a minha entrada.
Não era uma brincadeira.
No momento em que ele começou a empurrar, o meu sorriso sumiu e os meus olhos se arregalaram na escuridão. Um palavrão mental ecoou na minha cabeça. Mesmo eu estando completamente encharcada, lubrificada ao extremo por causa do orgasmo que tinha acabado de ter, a sensação foi avassaladora. O pau dele era absurdamente grande e muito, muito grosso. Conforme ele ia entrando, centímetro por centímetro, devagar, mas com uma pressão implacável, eu senti como se estivesse sendo rasgada ao meio.
— Ai… espera… — eu choraminguei, cravando as minhas unhas nos braços musculosos dele, sentindo uma dor aguda misturada com aquele calor sufocante.
— Calma, Aurora… relaxa para mim — ele pediu, a voz saindo num rosnado baixo, lutando contra o próprio autocontrole para não ir de uma vez.Ele parou por um segundo, mantendo-se firme dentro de mim, esperando o meu corpo se acostumar com aquele tamanho absurdo.
Quando ele finalmente afundou por completo, eu soltei um gemido choroso. Parecia que ele estava tocando a minha alma. Rodolfo começou a se mover. No começo, ele ia devagar, saindo quase todo e entrando de uma vez, me fazendo perder o fôlego a cada estocada. Mas, conforme a dor inicial foi se transformando numa queimação gostosa e o encaixe ficou perfeito, o ritmo dele mudou. O maridg de aluguel começou a me dar estocadas rápidas, fortes e profundas. O som dos nossos corpos batendo um contra o outro preenchia o quarto escuro, junto com a minha respiração desesperada.
Aquilo era demais para mim. A fricção daquele membro gigante contra as minhas paredes sensíveis me jogou de volta para o limite num piscar de olhos. Eu estava tão vulnerável, tão preenchida por ele, que comecei a revirar os olhos no escuro. Mais três estocadas fortes, onde ele me puxava pela cintura com força total, e eu apaguei. Gozei novamente, um orgasmo tão intenso que minhas pernas travaram ao redor da cintura dele e eu apertei os músculos internos com toda a força que tinha.
O meu aperto apertado deve ter sido o limite para ele. Rodolfo soltou um rosnado alto, quase animal, e me deu uma sequência de três estocadas finais, duras, pesadas e profundas, enterrando-se o máximo que conseguia dentro de mim. Senti o jato quente dele inundar o meu útero enquanto ele desabava o peso do corpo por cima do meu, ofegante, com o coração batendo como uma britadeira contra as minhas costas.
Ficamos ali parados por um tempo. Eu estava completamente esgotada, sem forças nem para mover um dedo, tentando apenas reunir energia para continuar respirando. Minha mente estava um borrão completo de prazer e cansaço.
Depois de alguns minutos, Rodolfo se afastou devagar, saindo de dentro de mim com um estalo molhado que me fez suspirar. Ouvi ele se levantar da cama na penumbra. Ele pegou um roupão no escuro, vestiu e amarrou a cintura. Ele nem sequer olhou para trás.
— Você já pode retornar ao seu quarto, Aurora — a voz dele voltou a ser fria, quase distante, bem diferente do homem que estava me elogiando segundos atrás.
Ele caminhou em direção ao banheiro dele, entrou e fechou a porta com um clique firme.
Fiquei deitada no colchão bagunçado, olhando para o teto escuro, sentindo uma curiosidade imensa começar a queimar no meu peito. Aquele homem… ele definitivamente não parecia ser um velho feio ou deformado. O corpo dele era perfeito, musculoso, jovem. A voz era atraente, a pegada era de um homem seguro e de alta estirpe. Ele não tinha o comportamento de um esquisito ou de um monstro de filme de terror. Então, por que todo esse drama? Por que esse mistério ridículo? Nós tínhamos acabado de transar de um jeito selvagem na escuridão, tudo planejado milimetricamente apenas para que eu não visse o rosto dele. Mas qual era o sentido disso? O que ele estava escondendo por trás daquela máscara?
Com muito esforço, me levantei da cama. Minhas pernas estavam tão bambas que quase caí no chão de mármore. Peguei o meu roupão de seda, vesti de qualquer jeito e caminhei a passos lentos e doloridos de volta para o meu quarto.
Quando entrei nos meus aposentos luxuosos, a realidade me bateu de volta. Fui direto para o banheiro imenso e liguei a torneira da banheira. Enquanto a água morna subia, eu me olhei no espelho. Meu cabelo estava bagunçado, meu batom borrado e meu pescoço tinha uma leve marca vermelha.
Entrei na banheira novamente, deixando a água morna cobrir o meu corpo. Um suspiro de alívio escapou dos meus lábios quando o calor começou a aliviar as dores musculares. Mas, quando a água encostou na minha intimidade, soltei um leve gemido. A minha boceta estava ardida demais, sensível pelo tamanho e pela força com que ele tinha me possuído.
Apoiei os braços na borda da banheira e comecei a me questionar de verdade. O que eu estava fazendo da minha vida? Há doze horas, eu estava lutando para não morrer nas mãos de bandidos por causa das dívidas do meu pai. Agora, eu estava morando em um palácio, sendo tratada como rainha de dia, mas servindo como um brinquedo sexual no escuro para um homem sem rosto durante a noite. Eu tinha salvado a minha pele, sim, mas tinha vendido a minha alma para um contrato misterioso. E o pior de tudo? Eu tinha gostado. Gostado até demais.







