Helena partiu para o aeroporto levando a bagagem.No instante em que o avião atravessou as nuvens, ela sentiu como se tivesse renascido.Depois de pousar na Cidade N, Helena já não era a esposa invisível que vivia atrás de Rafael. Agora, era sócia de uma empresa de design recém-criada.Três horas antes, no hospital da Cidade B, Rafael estava ao lado da cama de Beatriz quando, de repente, levou a mão ao peito. A dor veio forte, fazendo suas sobrancelhas se apertarem, como se alguma coisa estivesse sendo arrancada de dentro dele, viva e sangrando.— Helena. — Rafael chamou esse nome por instinto, e um pânico sem controle tomou conta dele.A voz dele não foi alta, mas aquele som baixo ainda chegou aos ouvidos de Beatriz. Os olhos dela ficaram vermelhos na hora, e ela falou com a voz embargada:— Rafael, a Helena é mais importante. É melhor você ir. De qualquer jeito, se eu morrer, ninguém vai se importar.Ao ouvir isso, Rafael ficou tenso e abraçou Beatriz às pressas para consolá-la.— Nã
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