No dia seguinte, o sol mal tinha atravessado as janelas da fazenda e eu já estava de pé.Se bem me lembrava, a rotina na roça começava muito cedo.E eu precisava começar antes ainda, porque uma certa visita inconveniente estava prestes a aparecer.E eu tinha que garantir que não fosse antes de mim.Atravessei o corredor quase correndo, do mesmo jeito que fazia quando era criança, desviando por instinto dos móveis que continuavam exatamente nos mesmos lugares.Pra minha alegria, ao chegar à cozinha, não havia ninguém além de dona Rute e seu maravilhoso pão caseiro saindo do forno.Ah, aquele cheiro...Me sentei à mesa, e ela não perdeu tempo.— Desculpa por ontem, menina. Não deu tempo nem de você me contar as novidades da cidade.— Ah, eu nem tenho tanta novidade assim pra contar... Foram só oito anos fora — brinquei, pegando uma xícara e fazendo cara de paisagem.— E os namoradinhos? — Dona Rute disparou, indo direto ao ponto.Eu sabia que aquela pergunta viria mais cedo ou mais tard
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