O som estridente do alarme de emergência retumbava pelos corredores da ala VIP como uma sirene de naufrágio. Corri como se o próprio chão estivesse ruindo sob os meus pés, com o peito queimando e as mãos trêmulas batendo contra as portas até alcançar o quarto de Victor.A cena lá dentro era o meu pior pesadelo materializado.O quarto, antes silencioso, transformara-se em um caos controlado de jalecos brancos, ordens gritadas e o bipe contínuo e plano do monitor cardíaco — uma linha verde reta que anunciava a ausência de vida. Dois médicos se alternavam sobre o peito de Victor, aplicando massagens cardíacas violentas, enquanto uma enfermeira ajustava as pás do desfibrilador.— Carregando em duzentos Joules! — o Dr. Marcos gritou, o suor escorrendo pela testa. — Afastem-se!THUMP.O corpo de Victor deu um tranco doloroso na cama, mas o monitor continuou a emitir aquele apito gélido.— Não... não, por favor! — me aproximei da porta, mas Arthur me segurou pelos ombros, seu rosto pálido de
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