A poeira e o cheiro sufocante do hospital estavam me enlouquecendo. Eu precisava de ar. Precisava me distanciar, mesmo que por uma hora, daquele ambiente que cheirava a anestésico, sangue e trauma. Deixei Victor sob a custódia armada e impenetrável de Arthur e segui de carro até a mansão de Victor — o único refúgio que parecia um pouco como meu lar naquele lugar, onde as paredes não guardavam os fantasmas ou as chantagens dos Sterling. Era apenas o lugar de Victor.
O silêncio do quarto me acolh