James Calloway aparece na minha vida numa terça-feira de Janeiro como se sempre tivesse estado lá, que é, descobri, a forma como James Calloway aparece em todos os lugares.Está sentado na cozinha quando chego, na cozinha, não na sala, não no escritório, na cozinha, com uma torrada e o jornal e o ar de quem vive ali, e o Thomas trata-o com a familiaridade de quem está habituado a encontrá-lo em superfícies inesperadas do apartamento.— Ah — diz James, levantando os olhos quando entro. — A Clara.— O James — digo, com a mesma entoação.Ele sorri. É um sorriso completamente diferente do sorriso de Adrian, mais imediato, mais descomplicado, o sorriso de um homem que decidiu há muito tempo que a vida é demasiado curta para sorrisos calculados. — Tens tempo para um café antes das aulas?Olho para o relógio. São oito e quarenta. A Lily só chega à sala de aula às nove. — Tenho vinte minutos.— Perfeito. — Indica a cadeira em frente. — Senta-te.Sento-me. O Thomas coloca um café à mi
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