Há coisas que se guardam não por escolha activa mas por ausência de espaço. Não é decisão, é sobrevivência. Quando a Lily tinha três anos e Elena tinha morrido há seis meses, eu não tinha espaço para o luto. Tinha uma empresa, tinha uma criança, tinha a obrigação de funcionar. Então guardei.
Com o tempo, o que estava guardado tornou-se parte da estrutura. Não desapareceu, estava lá, nas paredes, nos hábitos, na forma como controlava tudo porque a única coisa que não controlei custou tudo. Mas