— Meu nome é Nathalia Monte — falei, olhando para a câmera como se ela fosse uma pessoa e não mais uma boca da Noir tentando me engolir. — Antes da confissão de Mauro Ventura, vocês vão ouvir a minha.A sala ficou imóvel atrás de mim. Eu sentia Mauro ao meu lado, um pouco atrás, exatamente onde eu tinha mandado que ficasse. Não era submissão, nem cena bonita de homem aprendendo em dois minutos o que passou a vida ignorando. Era uma escolha pequena, feita sob câmeras, cheiro químico e ruína pública. Pequena, mas real.Segurei o crachá no pescoço e o ergui para a lente.— Isso aqui diz “informante protegida”. Antes, meu nome apareceu em lista de coleta, em relatório de resistência, em maleta refrigerada e em documento que eu nunca assinei. Meu corpo, minha resposta ao Relux e minha imunidade foram tratados como dado, ameaça e chave. Então vou começar pelo óbvio: eu não autorizei teste, coleta, exposição, transferência, nem uso de qualquer informação minha para pesquisa da Noir, da Vérti
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