SarahOs primeiros dias em Londres passaram como uma névoa da qual eu não conseguia escapar. As horas se misturavam umas às outras, os dias começavam e terminavam sem que eu realmente percebesse, e tudo parecia acontecer distante demais, como se eu estivesse assistindo à minha própria vida de fora.Minha mãe fazia o que podia para me distrair. Falava sem parar durante o café da manhã, comentava sobre os vizinhos, sobre o trabalho, sobre qualquer assunto que pudesse preencher os silêncios que eu insistia em deixar entre nós. Mark também tentava ajudar, mas do jeito dele. Não fazia perguntas invasivas nem insistia quando eu respondia apenas com um sorriso. Em vez disso, me observava com aquela preocupação discreta que ele nunca conseguia esconder completamente.Kate, por sua vez, parecia determinada a não me deixar afundar. Todos os dias meu celular recebia uma sequência interminável de mensagens, vídeos engraçados, memes absurdos e fotos aleatórias que ela encontrava na internet. Às ve
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