Ela me encarava ofegante, completamente perdida entre o medo e algo que nem ela parecia entender direito.Seus olhos ainda estavam presos nos meus, confusos, vulneráveis.Passei a mão lentamente pelos cabelos dela, tentando acalmá-la, mas Cecília apenas me olhou daquele jeito tímido, quase implorando em silêncio para que eu parasse antes que aquilo saísse ainda mais do controle.— Por favor…A voz dela saiu baixa.Frágil.— Eu não sou como as outras.Eu só quero um trabalho… só quero viver minha vida em paz. Eu não—Calei suas palavras com outro beijo.Mais lento dessa vez.Mesmo hesitando, ela acabou correspondendo novamente, como se também estivesse sendo puxada para algo maior do que conseguia controlar.Quando me afastei, mantive a testa encostada na dela.— Eu não volto pra casa hoje sem você.Conseguia sentir o coração dela disparado contra o peito.Ela abaixou lentamente o olhar para meus lábios, respirando de forma irregular enquanto nossos rostos permaneciam próximos demais.
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