A manhã estava estranhamente calma.O sol entrava pelas janelas da cozinha com uma luz macia, amarelada, dessas que fazem a gente esquecer que o mundo lá fora é hostil. Sophia estava sentada à mesa, com os pés balançando, a língua de fora de concentração enquanto tentava cortar a torrada em formato de estrela. A Sra. Winters estava ao lado dela, paciente, ensinando com a paciência de quem já criou muitos filhos.Maximus tomava café na ponta da mesa. O jornal estava fechado. O celular estava virado para baixo. Ele não trabalhava naquela manhã. Não ligou para advogados. Não chamou seguranças. Não fez nada além de ficar ali, com a xícara na mão, me olhando.— O que foi? — perguntei, sentindo o peso do olhar dele.— Nada.— Você está me encarando faz cinco minutos.— Estou apreciando.Eu quase ri. Maximus não era de fazer elogios assim, tão soltos, tão sem vergonha. Mas depois dos dias anteriores — depois do galpão, depois das armas, depois de Helena, depois de vermos a morte de perto — e
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