A porta se fechou com um clique suave, isolando o mundo. A coletiva, Helena, as ameaças, o contrato — tudo virou cinza e silêncio. Só existíamos nós dois.O quarto estava mergulhado na penumbra prateada da lua. Maximus não acendeu nenhuma luz. Não precisava. Seus olhos já brilhavam o suficiente.Ele segurou meu rosto com as duas mãos, polegares acariciando minhas bochechas como se eu fosse feita de vidro. A voz saiu rouca, quase partida:— Última chance, amor. Diga não e eu paro. Mesmo que me mate.— Eu não quero parar — sussurrei contra sua boca. — Nunca mais quero parar.O beijo explodiu. Não foi delicado. Foi fome. Línguas se enroscando, dentes se chocando, respirações roubadas. Ele me prensou contra a parede, corpo duro colado ao meu, e eu senti o quanto ele já estava latejando por mim.Suas mãos desceram pelas alças do meu vestido. O tecido azul escorregou pelo meu corpo e caiu aos meus pés. Fiquei só de calcinha, pele arrepiada, mamilos duros sob o ar fresco da noite.— Porra… —
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