MaryA noite estava quente para os padrões de Connecticut, o tipo de calor que grudava na pele e fazia a gente querer dançar até o corpo pedir arrego. Depois de um dia inteiro de testes de luz no estúdio, eu precisava extravasar. Liguei para as meninas da campanha, Kayla, a stylist, e Priya, a maquiadora, e para o Julian, o fotógrafo, que virou quase um amigo. Barzinho simples, música boa, um bar com luz baixa, paredes de tijolo aparente e um DJ tocando uma mistura de R&B com batidas que me fazia sentir em casa.Eu com vestido preto curto, justo na cintura e soltinho nas pernas, cabelo longo solto ondulando nas costas e batom vermelho. Eu dançava no meio do salão como se o mundo fosse meu, ria alto, jogava os braços para cima, girava. Kayla e Priya gritavam junto, e Julian fingia dançar mal só para me fazer rir mais.Foi quando eu vi ele.Clarke.Encostado no bar, conversando com um grupo de amigos, copo de uísque na mão, olhos escuros fixos em mim como se o resto do bar tivesse desa
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