O silêncio da cobertura ficou para trás quando eles desceram novamente. A cidade continuava lá fora, distante, mas a sensação que Maya carregava agora era outra. Não exatamente leve, ainda havia um peso constante dentro dela, lembrando da ligação, das palavras mal ditas, das promessas que não sabia como cumprir, mas havia algo mais organizado, menos caótico. Como se, por alguns minutos, ela tivesse conseguido respirar.Quando voltaram para a cozinha, o cheiro da comida voltou a se impor com mais força. Era um aroma quente, equilibrado, daqueles que não invadem o espaço, mas preenchem. Gabriel acendeu uma das luzes mais baixas sobre a bancada, criando um ambiente mais íntimo, menos exposto. Não era a iluminação branca e direta de uma cozinha de trabalho. Era mais suave, mais doméstica. Mais normal.Maya parou por um instante, observando a mesa já parcialmente posta. Pratos simples, talheres alinhados, uma travessa com comida ainda coberta, mantendo o calor. Aquilo destoava da imagem qu
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