Maya ficou mais alguns segundos parada no corredor depois que Pedro foi embora. O som do violão ainda vinha baixo do estúdio. Constante, quase hipnótico.
Ela não conseguia parar de pensar na música. Na forma como Gabriel tinha cantado aquelas palavras, na maneira como ele parecia disposto a enfrentar a própria equipe por causa daquela faixa específica.
Aquilo não parecia sobre trabalho, parecia sobre alguma coisa muito mais perigosa, muito mais pessoal e era exatamente isso que a deixava nervos