Maya ficou em silêncio por tempo demais. Do outro lado da linha, a respiração da mãe continuava ali, paciente mas não tranquila. Ela encostou o quadril na bancada, o caderno de fornecedores ainda aberto ao lado, as anotações perdendo o sentido diante do peso que se acumulava no peito.
— Mãe… — começou, mas a palavra saiu fraca, como se não tivesse certeza do que viria depois.
Passou a mão pelo rosto, tentando organizar alguma linha de raciocínio que não soasse como mentira. Porque mentir não er