A porta ainda reverberava o som seco do clique deixado por Charlotte quando Addison avançou.Ela não hesitou.As mãos se apoiaram com força sobre a mesa, o corpo inclinado na minha direção, os olhos queimando com uma raiva crua, exposta, sem qualquer tentativa de contenção.— Que palhaçada foi aquela, Andrew?A voz veio alta, cortando o ar sem o menor cuidado com quem pudesse ouvir do lado de fora.Ergui os olhos para ela, ainda sentado, sustentando seu olhar.— Abaixe o tom — respondi, frio, direto.— Não me diga o que fazer! — ela disparou, soltando uma risada sem humor. — Você acha que pode simplesmente… fingir que nada aconteceu?Inspirei fundo, mantendo a postura, me recusando a ceder ao caos que ela tentava instaurar.— Não estou fingindo nada. Estou trabalhando, Addison. Como você pode ver.— Trabalhando? — ela repetiu, incrédula, a emoção transbordando em cada sílaba. — Você me leva embora, me beija, me olha daquele jeito… e de repente isso? Essa encenação ridícula de homem co
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