Acordei com uma sensação de paz que eu já não reconhecia há dias.
Pelo horário, eu deveria estar no hospital. Ainda assim, me permiti permanecer ali por mais alguns minutos, deitado, apenas olhando para o teto, como se aquele instante precisasse ser absorvido com calma. O lençol cobria apenas parte do meu corpo, e o espaço ao meu lado já estava vazio. Rafaela havia levantado.
O sol já estava alto, atravessando as cortinas, e o cheiro de café começava a invadir o quarto, quente, acolhedor… quase