O quarto parece menor depois daquilo. Mais fechado. Como se o mundo lá fora estivesse pressionando as paredes, tentando entrar. Fico parada por alguns segundos, tentando organizar meus pensamentos, mas é impossível. Tudo se mistura — meu pai, o ouro, os Ross, aquele homem, a mensagem… E, no meio disso tudo… Ares. Respiro fundo, passando a mão pelo rosto. — O que a gente faz agora? — pergunto, mais baixa, mas firme. Ele não responde de imediato. Caminha até a janela, afastando levemente a cortina, observando o exterior como se já estivesse alguns passos à frente de tudo. — A gente para de reagir… — ele diz, por fim — e começa a agir. Franzo levemente o cenho. — Como assim? Ele se vira para mim. Os olhos mais focados do que nunca. — Eles estão esperando a gente se esconder, fugir, cometer erros. — explica — Então vamos fazer o oposto. Meu coração acelera. — Você quer ir atrás deles? Um leve sorriso surge no canto dos lábios dele. Não é leve de verdade. É perigoso. —
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