O som vem antes mesmo de eu enxergar.Impactos secos, repetitivos, ecoando pelo espaço como batidas ritmadas de algo bruto, intenso… controlado, mas violento. Sigo o som pelo corredor, movida mais pela curiosidade do que pela razão, meus passos lentos, tentando não chamar atenção. Quanto mais me aproximo, mais nítido tudo fica — respirações pesadas, o atrito de corpos em movimento, o som de golpes sendo absorvidos sem qualquer hesitação.Paro antes de atravessar a última porta.E então eu vejo.O espaço é amplo, quase industrial, com iluminação forte e direta. O chão é coberto por tatames escuros, e ao redor há alguns homens observando, braços cruzados, atentos, como se aquilo fosse mais do que um simples treino. Como se fosse… uma demonstração.E no centro…Ares.Meu coração desacelera por um segundo… só para disparar no seguinte.Ele está diferente.Sem camisa, o corpo marcado pelo esforço, músculos tensos a cada movimento, a pele levemente suada refletindo a luz acima. Mas não é só
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