Sebastian levou Karen para jantar em um de seus restaurantes. Era um lugar sofisticado, discreto, frequentado por pessoas que sabiam exatamente onde estavam e quanto aquilo custava. Ainda assim, Karen destoava de forma bonita. Vestia-se com simplicidade, sem joias chamativas ou exageros, mas havia nela uma elegância natural que não se comprava. Uma presença tranquila que chamava atenção sem pedir.“Como estão as coisas no orfanato?” Ele perguntou assim que o garçom se afastou, depois de servir o vinho.“As obras começaram,” ela respondeu com um sorriso pequeno, orgulhoso. “Vou lá amanhã para ver como está ficando.”“Queria ir com você,” Sebastian disse, sincero. “Mas amanhã vou receber investidores suíços. Reuniões o dia inteiro.”“Eu sobrevivo sem você,” Karen brincou, erguendo a taça. “Prometo.”Ele sorriu, mas havia algo diferente em seu olhar. Uma tensão sutil, quase imperceptível para quem não o conhecesse tão bem.“Meu pai foi até o meu escritório hoje,” ele disse, casual demai
Leer más