O ambiente escolar, por mais acolhedor que fosse, às vezes se tornava um palco de questionamentos para quem olhava de fora. Para os Dumont, a configuração familiar era clara como o dia, mas para os colegas de classe, a árvore genealógica de Dante e Aurora parecia um quebra-cabeça impossível de montar.O intervalo na escola internacional era sempre um momento de efervescência. No pátio do quinto ano, um grupo de alunos se reunia perto das mesas de robótica. Dante e Aurora estavam concentrados, ajustando os cabos de um protótipo, quando um colega novo, chamado Bruno, aproximou-se com uma expressão de total confusão.— Espera aí — disse Bruno, interrompendo a conversa. — Eu ouvi você chamando a Aurora de "tia" de novo, Dante. Vocês estão brincando, né? Vocês têm a mesma altura e estão na mesma sala!Dante nem levantou os olhos do sensor que soldava.— Não é brincadeira, Bruno. Ela é irmã do meu pai, então ela é minha tia. Qual a dúvida?— Mas isso é imposs
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