O consultório de Chelsea, antes um santuário de ordem e lógica, havia se tornado um espaço de asfixia e desejo. Henrique estava ajoelhado entre as pernas de Beatriz, uma posição que, para qualquer outro homem, seria de submissão, mas que nele exalava uma dominância absoluta. Ele sentia o tremor nas coxas dela sob suas mãos, uma vibração que percorria o tecido fino do terno e subia pelos seus braços, alimentando o seu triunfo. Ele não esperou por uma permissão que sabia que ela não teria coragem de verbalizar. Henrique subiu as mãos pelas laterais do corpo de Beatriz, sentindo a curva da cintura dela com os dedos firmes, e segurou seu rosto com uma força que beirava a brutalidade, forçando-a a inclinar a cabeça para trás. Ele colou o rosto ao dela, seus lábios roçando o lóbulo da orelha dela, o hálito quente enviando descargas elétricas por toda a espinha da doutora. — Você passou três meses tentando me colocar em uma caixa, Beatriz — ele sussurrou, a voz áspera, carregada de uma
Ler mais