A sexta-feira em que Theo desembarcou em Guarulhos não trazia o frio de Boston, mas o calor úmido de São Paulo parecia igualmente denso. Ele fora recebido no aeroporto pelo motorista da família, mas sua primeira parada não foi a Mansão Dumont. Theo precisava do chão de sua própria casa, da presença de Enzo e Sophie, e da energia familiar que seus irmãos sabiam trazer para o ambiente.Ao entrar na casa moderna e envidraçada dos pais, Theo sentiu o peso dos ombros baixar por um instante. Sophie foi a primeira a abraçá-lo, sentindo que o filho voltava um pouco mais homem, com o olhar mais sério, mas ainda com a essência que ela tanto zelava. Enzo veio logo atrás, com um aperto de mão firme e um abraço de poucas palavras, mas carregado de orgulho.No segundo seguinte, os gêmeos Noah e Maya surgiram no corredor. Já bem crescidos e cheios de vivacidade, eles cercaram o irmão mais velho com entusiasmo, disparando perguntas sobre Boston e sobre a vida universitária americana. Theo os abr
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