Stella BlakeUm ano depois do segundo casamento, a vida finalmente tinha virado rotina. E rotina, depois de tudo o que passamos, era a maior das bênçãos.Acordar, tomar café com a Mônica, acordar a Alana, preparar a Sofia, levar as duas para a escola e para a creche, ir para o escritório, trabalhar, voltar para casa, jantar, colocar as crianças para dormir, deitar, recomeçar. Dias iguais. Noites tranquilas. O tédio, que antes me assustava, agora era o meu maior conforto.A Sofia completou um ano. Ela aprendeu a engatinhar, a ficar de pé, a chamar a Alana pelo nome. "Lala", ela dizia. A Alana se derretia. A Celeste também.— ELA FALOU MEU NOME — Alana gritou, na primeira vez.— Falou.— ELA É MUITO INTELIGENTE.— É.— IGUAL A MIM.— Mais ou menos.— MAIS.A briga foi resolvida com um pedaço de bolo.A Alana entrou no primeiro ano do ensino fundamental. Ela já sabia ler e escrever o próprio nome, graças à Meg, que passava tardes inteiras ensinando com jogos e desenhos. A adaptação foi f
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