— Você quer dançar? – perguntei, estendendo a mão. Ela pareceu surpresa com meu pedido, e esfregou a mão no vestido nervosamente. — Eu não sei dançar – confessou, com um sorriso tímido. — Eu também não – admiti, com um encolher de ombros. – Mas podemos tentar, se você quiser, é claro. Ela assentiu, sem jeito, e colocou a mão na minha. Caminhamos até o centro do salão, onde os outros casais se moviam ao som da música. Pedi permissão a ela para segurar sua cintura, e ela permitiu, sua mão descansando em meu ombro. Nossos olhos se fixaram um no outro enquanto nos movíamos na mesma sintonia da música lenta – um passo para cá, outro para lá. Não sei se aquilo podia ser chamado de dança, mas era bom estar ali com ela, sem brigas, sem tensão, como se fôssemos um casal normal. Em algum momento, ela encostou o rosto em meu peito, e continuamos a nos mover lentamente. Era confortável, tão confortável que foi difícil não puxá-la para mais perto e beijá-la. Meu Deus, como eu queria beijá-la. T
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