4. Pecado Loiro
Sarah narrando: A casa dos pais de Robert cheirava a torta de maçã e hospitalidade do interior. Eu tentava ajeitar o vestido, as mãos ainda levemente trêmulas. Mal conseguia processar que o homem da estrada — o homem que não saía de minha cabeça — era real e estava ali, debaixo do mesmo teto. Senti meu estômago dar um solavanco. Robert me abraçou pela cintura, guiando-me até a porta. Como seria daqui pra frente? Conviver com aqueles olhos verdes todos os dias, cruzar pelos corredores estreitos da casa que agora tinham cheiro de asfalto, fumaça e perigo. A casa estava silenciosa, exceto pelo som dos grilos lá fora. Desci as escadas em busca de um copo d'água, tentando tirar da cabeça a imagem de John sem camisa sob o sol forte da estrada. Entrei na cozinha, sem acender a luz e quase perdi o fôlego. John estava lá, encostado no balcão, apenas de calça jeans, bebendo água direto de uma garrafa. A luz da lua entrava pela janela e batia nos cabelos loiros dele, iluminando os
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