7. Quando a Casa Dorme
Sarah narrando: A casa dormia. O silêncio era tão profundo que eu conseguia ouvir o vento batendo nas janelas. A madeira estalava de vez em quando, e cada som parecia alto demais. O relógio na sala marcava o tempo com um tic-tac lento, quase hipnótico. Eu me virei na cama. Depois de novo. O sono não vinha. Robert dormia ao meu lado, respirando pesado, completamente apagado. O braço dele estava sobre minha cintura, quente, familiar… seguro. Era o tipo de segurança que sempre procurei. Estável. Confiável. Sem surpresas. Mesmo assim, eu não conseguia parar de pensar. Nele. No John. Fechei os olhos, tentando afastar a imagem. Não adiantou. A lembrança dele na cozinha, mais cedo, o olhar intenso, o jeito quieto… tudo voltava. Era como se minha mente insistisse em puxar aquela imagem de volta. Suspirei devagar e tirei o braço de Robert com cuidado para não acordá-lo. Ele resmungou algo inaudível, mas continuou dormindo. Levantei da cama lentamente, sentindo o chão frio sob meus pé
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