Alya saiu de casa em modo guerra. Uma mochila em cada ombro, exames na bolsa, guarda-chuva torto preso no braço, três meninos falando ao mesmo tempo. A consulta pediátrica estava marcada há semanas, e ela sabia que, se chegasse atrasada, ia ter que remarcar para dali a meses.— Gael, segura a mão do Matheo. — pediu, apressada — Ravi, fica aqui do meu lado.— Mas eu estou segurando. — Matheo reclamou — Ele que solta.— Eu não solto. — Gael retrucou, sério — Você que puxa demais.Ravi só tentava acompanhar, meio tropeçando nos próprios passos.Quando desceram do ônibus e dobraram a esquina da clínica, Alya já sentia o suor nas costas, mesmo com o tempo nublado. A rua estava cheia de carros, gente entrando e saindo, crianças chorando, mães cansadas.Ela apertou o passo.— Anda, senão a gente perde a vez. — ordenou, tentando equilibrar as mochilas e puxar o guarda-chuva.Foi aí que o pé enganchou numa pequena elevação da calçada. O corpo dela inclinou pra frente, o chão vindo rápido demai
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