As portas do elevador se abriram devagar, e de repente, parecia que eu tinha caído num sonho estranho. Nem tive tempo de pensar em dar um passo pra frente — uma enxurrada de luzes brancas e flashes já me engolia. O corredor estava lotado de câmeras, algumas quase encostando no meu rosto, e microfones brotavam de todos os lados, como se eu fosse algum bicho raro que todo mundo precisava registrar.O barulho era ensurdecedor. Repórteres se empurravam, um tentando falar mais alto que o outro, numa briga desesperada por atenção. As perguntas se misturavam numa confusão só, impossível entender direito o que diziam. Por um segundo, minha cabeça ficou em branco. Senti o coração disparar, o sangue batendo forte nos ouvidos. Parecia que o mundo tinha saído do eixo e eu estava bem no centro de um caos planejado.— Senhor Montenegro! — alguém gritou, quase berrando.— Quem é essa mulher ao seu lado? — outro disparou, com aquela curiosidade que mal tentava esconder.— Isso tem a ver com os boatos
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